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  • 4º Congresso Nacional da CSP- Conlutas
    Postado em: 07/10/2019

    A plenária final do 4° Congresso neste domingo (6) encerrou com importantes votações pelos delegados e delegadas presentes. Foram a voto propostas de resoluções Estatuto e Estrutura Sindical. A resolução aprovada sobre Estatuto reivindica o acerto na construção da Central e as lutas ao longo de sua história. “A nossa central nasceu com vocação de luta e independência em relação a governos e patrões, contra a conciliação de classes, internacionalista e com uma estratégia socialista”, diz trecho do texto. Sobre as resoluções 60, 61 e “Global – 13” no texto do Estatuto, os grupos não discutiram as propostas, portanto, houve acordo em não haver votação sobre as resoluções. Foi aprovado apenas um adendo que orienta que as entidades e movimentos filiados levem para suas bases a discussão para atualizar e adequar o Estatuto da Central e preparar o debate em futuro congresso. Sobre a proposta de paridade, foi aprovada a proposta D, que prevê a ampliação da política da paridade de gênero para as Secretarias Executivas Estaduais. Nos Estados onde não for possível implementar imediatamente a paridade, deverá ser garantido o percentual máximo possível de mulheres na composição das chapas e na direção.“Buscar esse avanço nos movimentos, sindicatos, chapas é importante. A SEN precisa acompanhar e superar isso na central e ampliar para as secretarias estaduais para avançar nesse processo na luta contra o machismo”, apontou um dos informes feitos no plenário. O posicionamento contra o Imposto Sindical e em defesa da autossustentação dos trabalhadores, sem intervenção do Estado também foram discutidos.

    Moções e setoriais

    As propostas dos grupos setoriais de Negros e Negras, Correios, LGBT, Movimento Popular Urbano, Imigrantes, Comerciários, do Campo, Educação, Funcionalismo, Operário, Saúde do Trabalhador, Transporte, Petroleiros e Mulheres foram apresentadas ao plenário. Foi encaminhado que todos os relatórios e propostas de resoluções discutidas nos setoriais serão debatidos na primeira reunião da Coordenação Nacional da CSP- Conlutas a ser realizada em breve. Essas propostas de resoluções garantem o perfil de independência, classismo, internacionalismo e sindical e popular da CSP-Conlutas. A plenária também aprovou 11 moções internacionais e 30 nacionais de apoio às lutas, greves, repúdio à perseguições, entre vários temas.

    Ao final, a Comissão de Organização ressaltou que o 4° Congresso encerrou-se vitorioso, com a participação de quase 2.300 pessoas, durante quatro dias. Foram 1.592 delegados, 234 observadores, 59 convidados, 61 delegação, 286 pessoas da equipe de imprensa, apoio e expositores, e 53 crianças na creche. O membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Paulo Barela destacou a importante da participação das mais de 2 mil pessoas em um evento feito “com a cara do povo pobre, negro,  periferias dos quilombos e aldeias indígenas”. Em sua fala de encerramento do Congresso apontou o esforço de todos pelo deslocamento e participação ao Congresso. Defendeu o caráter do evento que ocorreu “sob um governo de ultradireita, que prejudica os trabalhadores, o meio ambiente, mata povos indígenas, e ataca as liberdades democráticas dos trabalhadores”, ressaltou Barela. Após o acúmulo dos debates feitos nesses quatro dias de Congresso todos e todas voltam para as suas bases com a tarefa imediata de construir as lutas para derrotar o governo Bolsonaro/Mourão e seus projetos ultraliberais de ultradireita e ultraconservadores.

    http://cspconlutas.org.br/2019/10/4-congresso-e-encerrado-com-votacoes-apresentacoes-de-setoriais-e-fortalece-combatividade-da-central/